Communitas: o que fizemos no primeiro ano

21 May 2019

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Cinco eventos, três debates online, nove textos de investigadores do CECS com leituras sobre tópicos distintos e 11 entrevistas com especialistas em diversas temáticas. Assim se resume o primeiro ano de atividade do think tank Communitas.

No dia 3 de maio de 2018, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o think tank do CECS, o Communitas, foi apresentado ao público com um debate sobre as redes e a liberdade de expressão. Um ano depois, é tempo de fazer um balanço da atividade desta plataforma que pretende ser um espaço de diálogo aberto a toda a comunidade, promovendo a reflexão e a discussão sobre temáticas que, no âmbito das áreas de investigação do CECS, marcam as agendas sociais e políticas.

Em consonância com o espírito de aproximação da universidade à comunidade que tão bem carateriza o Communitas, este think tank organizou três debates sobre temáticas variadas: a liberdade de expressão, a cobertura mediática dos incêndios de 2017 e os três anos do Acordo de Paris. A discussão teve lugar nos eventos organizados e prolongou-se, ainda, para a plataforma online do Communitas, na qual foram contabilizados 60 votos e alguns comentários com contributos para as questões propostas.

O Communitas procurou também trazer para o espaço público leituras sobre variadas questões, quer através da voz dos investigadores do CECS, quer através de entrevistas a especialistas na área, e compilou 32 estudos produzidos no CECS com enfoque na intervenção/ interação com a comunidade. Além disso, apoiou a organização de duas sessões do Seminário Permanente de Comunicação e Diversidade.

A atividade do Communitas divulgada através dos média sociais do CECS gerou ainda alguma interação. As 20 publicações no Facebook contaram com 178 reações e 66 partilhas e as dez no Instagram contaram com 69 gostos.

Para Emília Araújo, o projeto “reuniu um conjunto de conteúdos inéditos acerca de problemas sociais vastos que revelam preocupações diversas do nosso quotidiano e caraterizam a ação política hoje”. A investigadora do CECS e coordenadora deste think tank considera ainda que as temáticas apresentadas “são de absoluto interesse para a transferência e coprodução de conhecimento”.

A escolha das temáticas reflete, assim, a missão do Communitas, que, tal como explica Rita Ribeiro, vice-diretora do CECS e também coordenadora deste think tank, está enquadrada na “condição primeira para a existência de sociedades livres, justas e democráticas”: a participação cívica e informada dos seus cidadãos. É, então, neste âmbito que se vai desenvolvendo este projeto que é, como esclarece, um “espaço de divulgação da investigação científica, de reflexão acerca dos desafios societais contemporâneos e de debate de ideias e pontos de vista acerca do mundo que partilhamos”.

A partir do segundo ano de existência, a equipa dará continuidade à missão deste projeto, tendo já em mente alguns objetivos. “Queremos aumentar a nossa atividade – com promoção de debates e com pronunciamentos públicos dos nossos investigadores sobre temas socialmente relevantes – mas queremos também deslocar a nossa presença física para espaços em centros urbanos na nossa área (Braga, Guimarães, Famalicão ou Barcelos, por exemplo)”, afirma Luís António Santos. O investigador do CECS e coordenador do Communitas termina sublinhando ainda que o think tank está aberto “a parcerias com entidades que partilhem este interesse em ativar uma cidadania mais informada, mais tolerante e mais interventiva”.

Lembramos que Communitas pretende ser o interface privilegiado de uma postura mais interventiva do CECS, cuja intervenção pública tem, de acordo com Moisés de Lemos Martins, “como linha de rumo um sentido de comunidade”. Como sublinha o diretor desta unidade de investigação, “a missão do CECS é a ciência ao serviço da comunidade, seja a comunidade local e regional, nacional, e mesmo transnacional”. Já o think tank Communitas é, para Moisés de Lemos Martins, “o CECS no meio da Cidade”, “o braço estendido desta unidade de investigação para todos os debates em que esteja em jogo a vida e os interesses da comunidade, sobretudo os debates sobre a vida e os interesses da comunidade local e regional”. “O Communitas exprime e aprofunda a promessa de cidadania, que todo o centro de investigação em comunicação é convocado a realizar”, declara.

Fazendo um balanço sobre este primeiro ano, o diretor do CECS conclui que esta plataforma “pôde lançar os alicerces que mantêm intacta a promessa em que se constituiu e lhe permitem alimentar o sonho de uma utopia de comunidade”.

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