“O passado tranquiliza, o futuro mete medo”. Reflexões sobre o impacto social da Covid-19

06 April 2020

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Vivem-se tempos de confinamento obrigatório e que nos fazem questionar o futuro. A pandemia da Covid-19 reaviva a ideia de um “mundo novo”. “Há que olhar para a realidade observando que há um velho mundo a morrer, muito embora um novo mundo ainda não tenha nascido, mas que pode emergir após a ultrapassagem da atual crise”, defende Vítor de Sousa, investigador do CECS.

Homem a andar

Ryoji Iwata (Unsplash)

Partindo do livro O Futuro tem futuro, de Jacques Séguéla (1998), Vítor de Sousa reflete sobre o impacto social provocado pela crise da Covid-19: “A ideia de um novo mundo não deixa de ser recorrente em tempo de crise. É como a ideia de ‘homem novo’ que sai de um novo regime político, seja ele democrático ou não. É, ao mesmo tempo, um sentimento de esperança que, em plena pandemia da Covid-19 ganha cada vez mais força, mas que sublinha a ideia de que o futuro é (e será sempre) incerto.”

Não deixando de lado “alguma esperança”, o investigador enumera alguns exemplos reflectores de uma dinâmica social de “sentido único, de nós contra os outros, pouco aberta à diversidade, que é muito questionável num quadro em que nós precisamos dos outros e todos precisamos de todos”.

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