Gênero e Ciência: as redes sociais como meios de consciencialização e de intervenção

11 Janeiro 2018

As redes sociais são meios de consciencialização e de intervenção a considerar na afirmação da ação ativa contra a desigualdade e todos os mecanismos que a alimentam e reproduzem, em particular, no contexto da ciência e da academia. Esta é uma ideia defendida por Emília Araújo, investigadora do CECS.

Imagem de Jonathan Denney (uso livre)

As redes sociais são “espaços de vigilância ética e normativa sobre os programas, as instituições e os atores, fazendo emergir novos circuitos de ação coletiva com peso, não apenas sobre as tomadas de decisão diretamente, mas, e de forma muito importante, sobre a imagem e os processos da legitimação social das instituições de ensino superior”, declara Emília Araújo.

Numa reflexão em que faz referência a uma campanha que teve como refrão “science it’s a girl thing”, uma das mais polémicas campanhas dos últimos anos encetada pela União Europeia para promover a entrada de mulheres para as áreas das CTEM – ciências laboratoriais, tecnologias, engenharias e matemática -, a investigadora destaca o papel das redes sociais na expansão do debate público e crítico.

A análise de Emília Araújo sobre esta temática pode ser consultada no seu artigo “Science it’s a girl thing”: género, ciência e redes sociais.