Anos 90 foram decisivos na promoção e divulgação da cultura portuguesa

02 Abril 2019

Simonetta Luz Afonso analisa a centralidade dos anos 90 na internacionalização da cultura portuguesa, referindo também que nas duas primeiras décadas deste século ainda estamos a ‘viver de rendimentos’.

Entrevista realizada por Luís António Santos. Captação e edição de som e imagem por Marisa Mourão.

A conservadora de museus que presidiu ao Instituto Português de Museus lembra os três grandes eventos da última década do século passado – Europália, Lisboa Capital Europeia da Cultura e Expo ’98 -, sublinhando o seu importante papel “na promoção e na divulgação da cultura portuguesa”.

Quanto ao papel do Estado na promoção da cultura, Simonetta Luz Afonso defende que “tem que haver, de facto, alguma iniciativa estatal”, porque são necessários determinados meios. Todavia, entende que esta intervenção não deve ser total. O “Estado tem que dar a base e depois as pessoas têm que trabalhar por elas próprias”, afirma.

Nesta entrevista ao Communitas, Simonetta Luz Afonso reflete ainda sobre a razão pela qual não encontramos um novo lugar para o património que trazemos da presença dos portugueses pelo mundo, explicando que, atualmente, esta questão está a ser discutida por muitos que não são historiadores e que olham para o passado com o olhar do século XXI.

Simonetta Luz Afonso dirigiu os Palácios Nacionais da Pena e de Queluz, bem como o Instituto Português de Museus. Foi responsável por programar, organizar e dirigir as exposições do Festival Europalia 91 e da Lisboa Capital Europeia da Cultura 94. Além disso, concebeu e dirigiu o Pavilhão de Portugal na Expo’98 e em Hannover 2000. Dirigiu também e reorganizou o Instituto Camões. Atualmente, é deputada municipal de Lisboa desde 2009 e membro eleito do Conselho Geral Independente da RTP desde 2014.

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