“Partilhar é cuidar?”: aspetos e consequências da Economia da Partilha

21 Outubro 2019

Rodrigo Saturnino, pós-doutorando e investigador do CECS, apresenta uma discussão em torno da Economia da Partilha, área de atividade que ganhou notoriedade pública a partir do sucesso de empresas como a Airbnb e a Uber.

Ilustração do autor

No artigo Partilhar é cuidar? o investigador explica as características deste tipo de economia e fala sobre as suas vantagens e desvantagens. Não se tratando de uma proposta totalmente nova ganhou, contudo, uma proeminência assinalável com a associação a potencialidades tecnológicas recentes. “Com as plataformas digitais, empresas e consumidores conseguem oferecer serviços e produtos (pagos ou gratuitos) em níveis globais a partir de recursos que garantam, minimamente, um controlo entre os pares a fim de criar a sensação de segurança durante os processos”, diz Saturnino.

O texto ainda reflete sobre os atuais debates sociais e políticos em torno das consequências trazidas pela Economia da Partilha. “Se por um lado ela pretende ser alternativa a um sistema económico desigual, por outro ela acaba por convergir a este mesmo modelo quando sua dinâmica reflete condições sociais externas em que os desfavorecidos permaneceriam em condições de precariedade laboral sem direitos trabalhistas assegurados”.

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